Aquela coisa ainda está aqui. Ela pulsa feito o tudo, ela
irrita feito o nada (feito o tudo que, exatamente por ser tudo, se porta feito
fosse nada). E o pior é que dói. O foda é que é uma dor que não incomoda muito;
e exatamente por não incomodar muito eu deixo pra lá, não ligo, não me importo,
não procuro um médico, ou uma benzedeira, ou coisa que o valha. Fico aqui... e
lá... e sempre com a mesma dor que incomoda apenas pelo fato de não incomodar.
Se pelo menos me fizesse sofrer, gritar, chorar, mas não, essa porcaria de dor
não serve pra nada. Fico imaginando o quão bom seria sentir esta dor se ela
fosse dor lasciva, dor que faz o olho chorar de algo muito parecido com alegria,
dor de gozo...
Porra!
A música que estou ouvindo agora cortou o meu raciocínio e por um momento (isso
acontece sempre) a dor pareceu nem existir. Fico me perguntando agora pelos
violinos. Cadê os violinos? Como é que uma banda com o nome “Violins” não tem
um violino tocando?
E
acho que é isso, a dor só existe quando estou falando, pensando, vivendo
(n)ela. A dor é uma coisa.
Incompreensivelmente calado
numa casa vazia em tarde de chuva
folheando um velho álbum de família.
As fotos de um eu quando eu:
Rostos e gestos de pessoas mortas.
Uma canção triste vem do infinito
...
Lágrimas no telhado.
Agora é noite.
No breu abro os olhos, nada vejo.
Uma brisa fria semeada pela garoa
...
Talvez na madrugada se colha a tempestade
...
Uma nuvem sorri pra mim,
iluminada por uma lua cheia
com um imenso vazio ao seu redor
...
As paredes estão cinzas.
Ensaio um grito,
o silêncio me sufoca,
me vem um leve gemido.
A imensa luz negra me cega
pelo som das árvores
e folhas
e nada,
sinto que a brisa,
semeada outrora,
finalmente virou tempestade.
O poeta que escreve no escuro,
faz uma prece sem fé.
Adormece
...
(Ele deseja nunca mais acordar)
...
Agora,
ele sonha que
morre.
Esta noite foram 51.108.875 votos. Um número extraordinário. Nenhum reality show no mundo se aproxima dos nossos números.
Ah! Maria, você encantou o Brasil, com sua doçura, sua verdade...
Ah! Wesley, você também nos encantou, só por ser bem educado, atencioso...
Mas convenhamos Maria, convenhamos Doutor, que surra! Que lição de vida, Doutor!
Você que queimou tanta pestana nos livros de medicina, foi preciso trancar o Senhor Doutor, trancar o Senhor Doutor pra dar-lhe uma aula de “Rua”, trancar o Senhor numa casa estranha pra aplicar-lhe um sova de vida.
“cais à meia-noite!”
“the wild side!”
“O lado selvagem!”
Entrou cheirando à leite,
Agora, deve estar com o perfume de Maria.
“Óh! nobre sentimento da inveja”
Você nem sabe o quanto se transformou, Doutor. Só aqui fora, mais tarde, poderá se dar conta.
Você não é mais o mesmo, mesmo.
Quero contar, recontar do meu jeito, uma história meio adaptada de um conto do Guimarães Rosa chamado:
Substância
É a história da paixão, do amor incontrolável de um grande proprietário, pela mais humilde de suas funcionárias.
Ele fica louco de amor, só tem olhos para a menina, jovem donzela intocável.
Sim!
Pois ninguém a toca com medo de seu passado, todos tem medo dela, apesar da formosura, medo de seu passado:
A mãe dela não prestava:
Vagabunda, louca de pedra.
O pai: Leproso!
O homem, o patrão da menina linda e órfã, fica alucinado, vocês podem imaginar:
Não dorme mais, nem fica acordado, é um ser atormentado, refém de uma decisão:
Ou coloca uma pedra sobre o coração, congela, mata aquela paixão e todos os riscos que tal paixão traz, e morre, também, sozinho.
Ou... ou se entrega ao destino e também pode morrer de amor...
Daqui a pouquinho eu conto o fim da história.
O fato das coisas não mudarem a muito tempo não quer dizer que as coisas são imutáveis:
Reza a lenda, e até faz sentido, que são as mulheres que decidem o Big Brother:
Que elas são quem votam mesmo! e que por isso mulher bonita e gostosa num vai ganhar NUNCA!
“Ah! vai posar nua, fazer novela, o escambal, coisa e tal, casar com homem rico, tá com a vida ganha!”
Até que chega uma mulher...
Até que chega uma linda mulher
que atrai os homens e intriga as mulheres.
Até que chega uma mulher que... esfrega não!... que afaga na cara das mulheres, tudo o que elas detestam ser, ter sido, ou vir a ser de novo por alguma circunstância.
Circunstância aí, quer dizer: “Homem que não me quer! Ok, Bonecas!”
Vem então essa boneca... de pano, com um?...
Sorriso ou Feitiço?
Sei lá!
Sorriso no rosto, num acredito em feitiço, acredito em Deusas.
E com esse tal sorriso...
e com suas lágrimas,
Valei-me!
Ela não apenas sorriu,
nem apenas chorou.
A propósito...
Quem é burro mesmo?
Bom!
Eu contei toda aquela história inspirada no Guimarães Rosa, do patrão apaixonado pela empregada humilde e de passado suspeito, só pra usar a frase dele, do homem apaixonado, quando ele finalmente toma sua decisão.
Eu vou usar a frase para anunciar pra quem vai o Big Brother Brasil 11: